Estamos de passagem e não somos nada mais do que visitantes temporários deste planeta chamado Terra. Por isso a vida precisa ser celebrada em prol do bem, da beleza e da justiça. Temos a necessidade constante de uma convivência pacífica e harmoniosa com todos da família, do trabalho e da comunidade. Tudo é passageiro! Neste sentido há um  provérbio aborígene que é uma verdadeira lição de vida:

“Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer, amar… E depois vamos para casa.” Provérbio aborígene

Uma das relevantes missões da Educação é o ensinar a conviver, eleito pela UNESCO como um dos pilares à educação do futuro.  Ao invés de viver para a beleza e a paz o homem gosta da cobiça e do conflito. Através da  educação é possível realizar um bom trabalho em prol de uma cultura de paz nas escolas e comunidades.

O professor é um agente multiplicador da bondade, da nobreza e consegue transmitir valores que fazem a vida mais bela; ele consegue reacender a esperança e alimentar o amor.

Os professores, assim como os pais, têm amplas condições de educar as futuras gerações em prol dos valores essenciais e para a afirmação da vida. Eles possuem condições para deixar, entre tantos outros, os legados da verdade, da humildade, do altruísmo, da generosidade, da justiça e da bondade. Esses valores humanos são essenciais para reafirmar a importância de uma vida plena e a educação é o caminho para levar a essa transformação e emancipação humana em prol da paz e do bem.

É preciso ensinar as futuras gerações o caminho da vida e a retribuir ao dom da nossa existência com as virtudes do bem. Para concluir, destaco um interessante trecho do discurso final do filme “O Grande Ditador” (1940), de Charles Chaplin:

“…O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido…“.

Foto: Antonio Ozório