Em 2013, ao fazer o seu discurso na ONU, Malala foi aplaudida de pé quando disse: “Que possamos pegar nossos livros e canetas. São as armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”. Neste fim de ano, época da premiação do Nobel da Paz, relembrar um pouco a história de Malala é presentificar a força acalentadora da fé, do amor e da crença na educação.

Malala Yousafzai nasceu em 1997, no vale do Swat, Paquistão, e ainda muito jovem tornou-se uma grande ativista na luta pelos direitos das mulheres e da educação para todos. Em 2012, quando voltava da escola num ônibus, ela levou um tiro à queima-roupa na cabeça, por seguidores do Talibã, sob a justificativa de que ela era uma ameaça contra o Islã.

Malala sobreviveu milagrosamente e saiu do remoto Vale do Swat, no norte do Paquistão, aos salões das Nações Unidas, em Nova York, para continuar a sua luta pela educação e pela paz. Em julho de 2013 fez um discurso histórico na sede da ONU e defendeu uma educação gratuita para todas as crianças do mundo.

As suas mensagens espalharam-se mundo e ela passou a ser um símbolo entre os jovens. Tornou-se a pessoa mais jovem a conquistar o Prêmio Nobel da Paz, em 2014, e fundou o Malala Found, uma organização não governamental destinada a defender uma educação para todos. Malala é um símbolo universal para que todos trilhemos o caminho da educação como o único meio para chegar à emancipação humana e à harmonia social.

A história da sua luta foi publicada no livro “Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. A história de Malala é um grande exemplo a ser trabalhado com as crianças e os jovens.