A Estante Da Educação

Antonio Ozorio Conheça o autor

Assim como os livros nas estantes, num blog cabem muitas histórias, ideias, conhecimentos, reflexões, crônicas, poesias, experiências e histórias de vida.
Este é o objetivo deste blog: contar diversas histórias e produzir reflexões com o objetivo de colaborar com educadores e pessoas interessadas nos temas relacionados à Educação e aos direitos humanos.
Aos poucos pretendo publicar textos, entrevistas, experiências, políticas públicas, práticas educacionais e histórias inspiradoras. Em certas ocasiões vou falar de poesia, música, literatura e sobre as coisas boas da vida. Nesse sentido também haverá o “momento da crônica”, para um bate papo descontraído.
Este projeto é um pouco de rememoração dos meus tempos de professor de escola pública e reflete as minhas experiências com educação. Além de ser uma atividade prazerosa para mim, alimenta os meus sonhos para as mudanças que desejo ver na educação do país. Sempre insisto na necessidade de semear ideias e cultivar sonhos, esperando que eles possam germinar e brotar no caminho de uma sociedade melhor, como mostra o desenho da nossa estante.
Não tenho pretensões acadêmicas. Os textos refletem a minha própria experiência educacional, o convívio e o trabalho com educadores, as vivências e andanças por escolas públicas e comunidades. São, ainda, frutos das minhas pesquisas e convicções pessoais.
Seja bem-vindo.

O objetivo dessa estante é ser rotativa, sempre com novos temas e reflexões, na busca de trazer indagações e instigar para a importância do conhecimento, do pensamento crítico e de uma educação que atenda aos interesses e aspirações do jovem neste novo milênio.

Procuro manter uma linguagem leve, simples e concisa. O objetivo é estimular a reflexão e o diálogo. Espero que dessa estante brotem muitas indagações, questionamentos e inspirações. Um lembrete: estou sempre aberto às sugestões e às ideias inovadoras.

Um pouco mais da minha história:

Fiz Magistério e fui Professor do ensino fundamental da rede pública por vários anos. Depois fiz Direito e fui Promotor de Justiça do Estado de São Paulo. Trabalhei por muitos anos Promotorias da Infância e Juventude. Aprendi muito com os dramas envolvendo crianças e adolescentes. Também assessorei diretamente três Procuradores Gerais, trabalhando na área de Direitos Sociais, com políticas públicas na área da Educação. Fui assessor do Conselho Nacional do Ministério Público e fui Promotor Internacional pela ONU em Timor Leste, entre 2005 e 2006, e pela OEA em Honduras, entre 2018 e 2020, onde terminei a minha jornada no campo do Direito.

No campo acadêmico fiz mestrado e cheguei a ser Professor Universitário por quase dez anos. Mas como tenho um perfil mais prático do que teórico, desisti para gastar as minhas energias extras com palestras, encontros, rodas de conversa e workshops que faço voluntariamente com educadores e profissionais das redes protetivas de direitos. Saí da sala de aula, mas não da educação. Gosto de desafios e de participar de projetos inovadores e transformadores.

Tive uma carreira profissional muito dedicada à sociedade e, ao mesmo tempo, privilegiada e brilhante. A ideia deste blog e de outros trabalhos comunitários que faço é também para agradecer pelo que tive e tenho; oferecer ao mundo um pouco de contribuição por tudo o que recebi. O objetivo deste blog é contar um pouco das lições e experiências adquiridas com os meus estudos e vivências e, desta forma, colaborar com reflexões e com o diálogo.

Um pouco mais de mim e do meu trabalho:

Tive o privilégio de organizar e ministrar, através de uma parceria do Ministério Público e da Secretaria Estadual de Educação (SP), dezenas de cursos de formação continuada, presenciais ou à distância, para milhares de Educadores. Também desenvolvi projetos nos municípios brasileiros mais violentos contra o jovem, num trabalho pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Vários são os temas abordados nas oficinas que realizei e realizo com os educadores, entre outros: Direitos Humanos, Infância e Juventude, atuação em rede, escola participativa, ambiência escolar, mediação de conflitos, práticas restaurativas, cultura de paz, metodologia do design thinking, teoria da complexidade, novas metodologias de aprendizagem, entre outros, todos frutos dos meus estudos e da minha experiência. Aprendi e aprendo muito. Fiz dois livros e várias publicações sobre alguns desses temas.

Nos meus workshops e oficinas eu reflito, provoco, questiono e troco os pontos finais e de exclamação pelos pontos de interrogação. O mundo tem se transformado velozmente e precisamos sempre refletir e pensar nos desafios que surgem para as gerações futuras. A educação precisa ser pensada como um todo, na formação humana. A sua grande missão é abrir caminhos para o conhecimento, ensinar os alunos a pensar, a serem criativos, a prepará-los para as incertezas e para a vida real. Isso pressupõe trabalhar a formação plena do ser humano ou, como dizia Rousseau, “ensinar a arte de viver”.

Gostos pessoais e sonhos:

Não tenho e nem sou filiado a nenhum partido político, mas sou um convicto e ferrenho defensor da democracia, das liberdades e dos direitos humanos.
Não gosto da vaidade e da arrogância. Gosto da humildade e a simplicidade. Gosto de me indignar com tudo o que é injusto e sou muito sonhador. Às vezes até demais, mas penso que a vida precisa ser construída com as necessárias ilusões.
Afinal, sonhar é imaginar um horizonte sem fim, nas possibilidades de transformação social. Por acreditar que os sonhos transformam as nossas vidas, devemos sempre ficar prontos para ultrapassar os nossos limites e, quando for preciso, recomeçarmos de novo. Nós somos a mudança! Por isso a frase de Gandhi “devemos ser a mudança que queremos ver no mundo” é a minha preferida.