Os estereótipos são as nossas suposições sobre um grupo de pessoas, sem considerar as diferenças individuais. Quando eles influenciam as nossas atitudes, sem conhecimento dos fatos, podemos fazer um julgamento negativo ou injusto sobre alguém ou um grupo. Aí teremos o preconceito, que é baseado nos estereótipos. O preconceito é uma ideia preconcebida que leva a um julgamento injusto ou intolerante sobre uma pessoa ou grupo. O preconceito, por sua vez, pode levar à discriminação, que é o tratamento injusto, diferente e desigual para as pessoas ou grupos que deveriam ser tratados de igual maneira.

As suposições, os estereótipos, os preconceitos e as atitudes discriminatórias devem ser objeto de reflexão e estudos ao longo da vida, em casa e na escola. Na escola os temas referentes à igualdade devem ser objetos de estudos contínuos, de modo sistemático, transversal e integrado com todas as disciplinas.

As crianças e adolescentes passam grande parte de seu tempo na escola e lá é um local marcado pelas diferenças de pessoas, cada uma com a sua história, sua etnia, sua visão de mundo e suas formas de agir e pensar. Portanto, é o local certo para trabalhar, adequadamente, de maneira positiva e socialmente responsável, os temas relacionados à diversidade racial, econômica, cultural e de gênero.

O Dia Internacional da Mulher foi adotado pela ONU em 1977, numa conquista que refletiu mais de um século de lutas pela igualdade e reconhecimento de direitos que eram negados às mulheres. A data precisa ser celebrada, mas o enfrentamento dos estereótipos, preconceitos e as atitudes discriminatórias em relação às diferenças entre as pessoas, bem como a conscientização e o respeito, devem refletir um trabalho constante e contínuo com as futuras gerações.